Música de Segunda: Liberdade

20:35

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Hoje eu acordei numa vibe mais calma e decidi ouvir uma playlist que montei há um tempo, mas ainda não tinha parado pra ouvir. O nome da playlist é Dorme com Deus, mas resolvi ouvir quando acordei porque sou dessas. Na verdade, ouvi pela manhã porque quando ouço música, demoro a pegar no sono porque fico prestando atenção ou cantando junto.

Bom, desde que o álbum Criador do Mundo (Daniela Araújo) saiu, essa música foi quase que imediatamente uma das primeiras a entrar pra lista de favoritas. Isso porque quando esse álbum saiu, eu estava numa transição meio "acabei de sair de uma igreja que me fazia mal e agora?". É claro que eu não vou entrar em detalhes (mais por covardia, do que por falta de vontade), mas de tudo o que eu vi e vivi, continuo ainda hoje fazendo a mesma bobeira que fazia naquela época: "pois dentro do meu mundo me aprisionei e com feridas abertas lá fiquei..."


Sem detalhes vai ser super fácil me julgar e dizer o que quer que esteja passando pela mente de quem vai ler este post, mas enfim. Hoje essa música me trouxe uma reflexão gigante do tanto de tempo que a gente perde olhando pro lado errado das coisas, pros exemplos errados, pra referências que estão fadadas a decepcionar a gente desde o começo. E acho que, o mais importante, o tanto que a gente se nega a pedir ajuda e a reconhecer que precisa de ajuda. 

Na época (que nem faz tanto tempo assim) eu não sabia a quem pedir ajuda. E, na real, acho que esqueci (não sei como) de olhar pra cima. Fiquei trancadinha no meu mundo e acostumei. Já faz tempo que eu penso, repenso e jogo na gaveta. Acho difícil sair da minha bolha e expor certas coisas. Mas criei o blog num momento em que eu precisava seguir em frente e uma das ideias era deixar minhas experiências (boas e ruins) falarem por mim e, quem sabe, ajudar alguém com as coisas que eu já vivi. O medo me levou a fazer só o que era seguro, não falar, não me expor e eu faço isso o tempo todo (é péssimo). E aí hoje eu me dei conta (mais uma vez) do quanto isso me atrapalha diariamente.

Este post, que talvez seja o início de uma nova subcategoria, é uma tentativa minha de falar com o coração mais aberto e sem tanto medo de ser vista. Porque, no final das contas, eu não sou perfeita, errar é absolutamente normal e eu não preciso ter vergonha disso. Nem você. 

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